domingo, 8 de março de 2009

Veredito

Havia um "quê" indefinível
naquela farta alegria:
o cinza chuvoso dos olhos
conflitava com os sorrisos
(o sol furando as nuvens)
Caminhavam lado a lado,
braços dados,
bengalas sincronizadas
desfilando sua dependência.
Protegidos pelo não ver,
inocentes diante de toda feiúra,
porém,
culpados por aqueles sorrisos que
cegaram-me!!!!

Mar Morto

A você que anda
com a camisa bem passada,
vincada a ferro quente,
envolvido em tons pastéis.
Suas mãos de unhas rosadas
trêmulas diante da chama do fósforo,
escrevem flores e,
secretamente,
sonham luxúria.
Possui o bom gosto
adquirido pela teoria monetária.
É para você que falo:
você que,
nossos ouvidos,
tenta ludibriar
com suas construções fragmentadas,
tecnicamente perfeitas,
emocionalmente fracassadas.
O que eu realmente gostaria de dizer é:
_ Já tomou seu achocolatado hoje?

segunda-feira, 2 de março de 2009

dos outros

Ouvi assim:
"não se pede prá namorar alguém,
só se namora."
Achei bonito.