Há tempos deixei o caderno
empoeirando..
Não que me agrade,
só que me esqueço.
Arregaço minhas mangas,
arranho minhas entranhas,
quero provocar um dilúvio
para ter o que peneirar.
Forço os fonemas
numa tentativa
de criar alguma rima
para gerar beleza
numa correnteza
de não-poemas.
Que feio!
Usar-se da palavra
sem nenhuma cor,
sem amor..
Quem mandou ser
tão promíscua?
dar-se tão fácil
a quem só quer brincar?
Fique quieta com sua paga,
maldita!